quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Inutilmente
Espero por ti
Nunca saberás
Os sonhos que sonho
neste medonho silêncio de esperança
Nem te contarei a amargura
Que me queima
E me enregela
Por te ter e não te ter
Abra-se o vale verdejante
A água fresca que corre
beijem os nossos corpos
as ondas azuis e de espumas
Em espasmos ritmados
De orgia sem fim
Aqueça-nos o sol
Em tórridas chapadas
De luz e de calor
Mas o sonho torna
No medonho silêncio
E a amargura regressa
com a noite infindável
Nunca saberás a emoção
Com que te quero e falo
Inutilmente espero por ti.
Um poema para mim.
**Por Mila** às 14:43
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